A nossa história

O Colégio Luso – Britânico de Elvas – Portugal, existe, nesta cidade, desde 1924, mais concretamente desde o dia 17 de Outubro deste mesmo ano.

Antes, já existia uma Cooperativa de Ensino gerida por uma direcção de ingleses e portugueses, gente abastada e com herdades agrícola na zona, que procurava uma boa educação para os seus filhos quer a nível religioso quer a nível intelectual.

Era na altura, Arcebispo da Diocese de Évora, D. Manuel Mendes da Conceição Santos, que tinha sido nosso aluno no Colégio de Torres Novas e que, a pedido da direcção daquela Cooperativa de Ensino, intercedeu junto da Companhia de Santa Teresa de Jesus para enviar irmãs teresianas para Elvas para tomarem conta da cooperativa e fundarem ali um Colégio segundo a espiritualidade e o valor educativo próprios dos colégios da Companhia.

De Barcelona, da “Casa Madre” da Companhia, foram enviadas irmãs portuguesas que, devido à expulsão das ordens religiosas, tinham ido para o Brasil. Mais tarde associaram-se a elas outras irmãs espanholas.

Devido às circunstâncias políticas da altura, as escolas não podiam ter nomes religiosos e o colégio tomou, então, o nome de Luso-Britânico e as irmãs também não usavam hábito religioso.

O Colégio funcionou num edifício antigo na chamada Zona dos Terceiros de Elvas até 1964.

Começou por ter cerca de 150 alunas das quais 30 eram do ensino primário e as outras dos outros graus de ensino ministrados na altura. O ensino era pago mas, desde o início, o colégio teve preocupações sociais e queria integrar também crianças e jovens de fracos recursos económicos.

Assim, para além do ensino pago, existiam no colégio mais dois projetos de ensino:

A “Escola de Santa Teresinha” para o ensino primário de 30 crianças carenciadas e a Casa de trabalhos “Nossa Senhora da Conceição” para formação religiosa, corte, costura e bordados de jovens que, depois do ensino primário, não tinham possibilidades de prosseguir os estudos.

O número dos alunos começou a crescer e as exigências da educação também. O edifício do colégio começou a não oferecer condições para uma boa Educação, com falta de espaços para recreios, ginásio, laboratórios, e outras condições exigidas pelo pais e pelo Ministério de Educação.

Devido á falta de condições as irmãs chegaram a pensar deixar o Colégio e sair de Elvas mas, a população e as entidades sociais da altura não permitiram.. Com o apoio da Câmara Municipal de Elvas foi cedido um terreno na chamada “zona das Eiras”, fora dos muros da cidade, e com donativos de algumas famílias abastadas de Elvas e outros apoios da Companhia foi lançada a primeira pedra do actual edifício em Outubro de 1963 e também em Outubro de 1964 o Colégio foi inaugurado no edifício, onde hoje existe, com alvará nº 196 e foi reunindo boas condições pedagógicas que permitiram que, passado algum tempo, lhe fosse concedido Paralelismo Pedagógico não sendo necessário, a partir daqui, os alunos tivessem que ser examinados em escolas públicas.

A Fundação Calouste Gulbenkian também ofereceu apoio económico para a construção de um ginásio, com a condição de termos, durante algum tempo, um número de alunas gratuitas.

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